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Heterossexual teme cantada gay e homossexual teme ser assassinado

Postado por: Roberto Cysne

Uma pesquisa realizada pela agência de projetos de diversidades, Design das Causas, apontou quais são os maiores temores na convivência de gays com heterossexuais brasileiros.

De acordo com a agência, o objetivo foi entender de onde vem o preconceito de parte da sociedade brasileira em relação ao comportamento homossexual.

Para isso, foram entrevistados 35 jovens, dividido em quatros grupos, sendo 23 heterossexuais, homossexuais e simpatizantes, e 12 especialistas e formadores de opinião das cidades de São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba e Porto Alegre.

O resultado compõe o mapa de medos em relação à convivência com gays e à conquista de mais direitos civis por parte da comunidade LGBT.

MEDOS DOS HETEROSSEXUAIS

Fim da família.
Medo do liberou geral (medo que os gays deixem o mundo mais promíscuo e que esse comportamento afete todas as pessoas).
Assédio por pessoas do mesmo sexo - o temor de ser cantado por um homossexual aparece várias vezes na pesquisa.
Medo do fim da liberdade de expressão - não poder fazer piadinhas sobre gays, por exemplo.
Medo que os gays tenham tratamento privilegiado com a conquista de mais direitos civis.

MEDOS DOS HOMOSSEXUAIS

De ser morto - num país altamente violento, o medo de ser morto por homofóbicos aparece fortemente.
Rejeição - medo da família e colegas não aceitarem. Da rejeição dos amigos, não há medo.
Agressão física.
Homofobia enrustida - aquela que aparece em momentos de comoção, como aconteceu nas eleições presidenciais.

Além do mapa de receios, a pesquisa concluiu que apesar da maior abertura dos jovens à causa LGBT em comparação às gerações anteriores, os dogmas religiosos ainda ancoram muitos dos preconceitos.

Vale destacar também que alguns temas são ainda mais sensíveis, como o uso de banheiros e vestiários públicos (sobretudo por pessoas trans) e a exposição das crianças a conteúdos ou comportamentos considerados impróprios inadequados - do beijo gay na novela das nove ao kit anti-homofobia.

Fonte: O tempo Contemporâneo